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R$ 2,5 milhões em placas RTX 5090 somem no aeroporto de Guarulhos e ninguém sabe onde estão

Distribuidora diz que a carga de placas de vídeo da Nvidia desapareceu e ainda não recebeu resposta conclusiva; a concessionária do aeroporto comunicou o caso às autoridades.

Dois paletes vazios sob um foco de luz azul, com placas de vídeo translúcidas flutuando acima e a inscrição RTX 5090 no chão.
Dois paletes vazios sob um foco de luz azul, com placas de vídeo translúcidas flutuando acima e a inscrição RTX 5090 no chão.

A RTX 5090 é a placa de vídeo mais cara e mais potente da linha doméstica da Nvidia, o tipo de peça que gamers e profissionais de edição e de inteligência artificial disputam. Agora ela virou protagonista de um mistério logístico: segundo o G1, uma carga dessas placas avaliada em R$ 2,5 milhões desapareceu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

O Grupo Oderço, dono da mercadoria, afirma que ainda não recebeu uma resposta conclusiva sobre onde estão os equipamentos. Em outras palavras, a empresa sabe que a carga chegou ao aeroporto e que depois deixou de ser localizada, mas ninguém lhe deu uma explicação fechada do que aconteceu entre uma coisa e outra.

A GRU Airport, concessionária que administra o aeroporto, informou que comunicou formalmente o caso às autoridades e que vai colaborar com as investigações. Isso significa que o assunto já está nas mãos de quem apura, mas, até aqui, não há versão oficial para o sumiço.

É importante separar o que se sabe do que se imagina. Não há confirmação pública de que tenha sido roubo, furto ou simples erro de armazenagem, e ninguém foi apontado como responsável. Quem lê “R$ 2,5 milhões em placas de vídeo” tende a pensar em crime organizado, e essa pode ser a explicação, mas por enquanto é só hipótese. O que existe é a declaração de uma empresa que perdeu a mercadoria e a de uma concessionária que diz estar colaborando.

O valor ajuda a entender por que o caso chamou atenção. Placas desse nível são pequenas, caras e fáceis de revender, o que as torna alvo preferido de quem rouba carga de tecnologia. Para a distribuidora, o prejuízo é direto.

Há ainda uma pergunta de fundo sobre a segurança das cargas no próprio aeroporto. Terminais de carga lidam com mercadoria de alto valor todos os dias, e uma carga inteira sumir, sem ninguém saber em que etapa, levanta dúvidas sobre o controle em algum ponto do caminho. Quem responde pelo prejuízo, a distribuidora, o seguro ou a concessionária, é outra questão que só a apuração deve esclarecer.

O que vale acompanhar nos próximos dias é se a investigação aponta onde a carga se perdeu e se a Oderço recebe a resposta que diz estar esperando. Se as placas aparecerem no mercado paralelo, o caso ganha outro tamanho. Se ficar provado que foi falha de armazenagem, o debate muda para responsabilidade e indenização. Enquanto isso, a única certeza é que um monte de placas de vídeo caríssimas entrou num aeroporto brasileiro e não saiu.

Fonte: G1

Perguntas frequentes

Quanto valia a carga que sumiu?

O Grupo Oderço, dono da carga, avalia o prejuízo em cerca de R$ 2,5 milhões em placas de vídeo RTX 5090.

O que diz o aeroporto?

A GRU Airport informou que comunicou formalmente o caso às autoridades para colaborar com as investigações.

Já se sabe se foi roubo?

Não. As informações públicas até agora não confirmam roubo, furto ou extravio, nem apontam responsáveis.

Publicado em 19 de outubro de 2026
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Rafael Tanaka
Editor de Hardware & Labs · Engenheiro · 8 anos em análise de hardware

Testa GPUs, smartphones e gadgets no ZUTI Labs. Ex-engenheiro, gosta de benchmarks reais e de desmontar o marketing das fabricantes.

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