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Meta é denunciada ao Ministério Público de SP por campanha do Instagram nas portas de escolas, sem avisar pais ou diretores

Instituto Alana, Ctrl+Z e Plataforma 12 acionaram o Ministério Público de São Paulo depois que equipes da Meta abordaram estudantes na saída de escolas da capital para promover a Conta de Adolescente do Instagram, distribuindo brindes com o logo da rede social.

Um portão de escola em estilo antigo, com a palavra META no arco de pedra acima, enquanto uma caixa de presente com um ícone de câmera flutua ao lado, ligada ao portão por fios de luz azul
Um portão de escola em estilo antigo, com a palavra META no arco de pedra acima, enquanto uma caixa de presente com um ícone de câmera flutua ao lado, ligada ao portão por fios de luz azul

A Meta foi denunciada ao Ministério Público de São Paulo por uma campanha publicitária feita na porta de escolas da capital paulista. Segundo o Tecnoblog, a denúncia partiu de três organizações que trabalham com direitos de crianças e adolescentes no ambiente digital: o Instituto Alana, o Ctrl+Z e a Plataforma 12.

A ação da empresa aconteceu em unidades como a Escola Gracinha e os colégios Santa Cruz, Miguel de Cervantes, Bandeirantes e Oswald de Andrade. Equipes contratadas pela Meta chegavam cerca de 15 minutos antes do horário de saída dos alunos, montavam estandes e promoviam dinâmicas de perguntas e respostas com os estudantes. Quem participava recebia brindes com o logo do Instagram, incluindo tatuagens temporárias. O objetivo declarado era divulgar a Conta de Adolescente, um recurso do Instagram com controles extras de privacidade pensado para menores de idade.

O problema, segundo as organizações que fizeram a denúncia, é a forma como isso foi feito. Nenhuma escola ou responsável autorizou a presença das equipes da Meta nos portões, e a abordagem, segundo elas, se aproveitou da falta de discernimento e experiência típica da adolescência para captar a atenção de menores de idade num momento em que não havia supervisão de um adulto por perto. Na prática, a denúncia enquadra a campanha como publicidade abusiva, prática que o Código de Defesa do Consumidor trata com rigor quando o público-alvo são crianças e adolescentes.

A Meta nega qualquer irregularidade. Em nota, a empresa afirma que a ação teve caráter educativo, não comercial, voltada a adolescentes, pais e responsáveis, e que faz parte do compromisso da companhia com o ECA Digital, a lei que reforça a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online no Brasil. Para a Meta, o objetivo era justamente ensinar sobre uma ferramenta de segurança, não vender um produto.

A denúncia pede que o Ministério Público apure a conduta da empresa, exija esclarecimentos formais e determine o fim imediato desse tipo de campanha nas portas de escolas, além de aplicar multa. Não há, até o momento, decisão do órgão sobre o caso.

O episódio chega num momento em que a Meta já está no centro do debate sobre segurança de adolescentes nas redes sociais brasileiras, com o Ministério Público de vários estados de olho em como a empresa lida com usuários menores de idade. Ainda que a intenção declarada seja proteger, a estratégia de levar equipes de marketing até a saída da escola, sem passar pelos pais ou pela direção, é o tipo de decisão que tende a reforçar a desconfiança em vez de reduzi-la. Prometer segurança batendo na porta da escola sem avisar ninguém é, no mínimo, um jeito estranho de tentar ganhar confiança.

Fonte: Tecnoblog

Perguntas frequentes

Quem denunciou a Meta?

As organizações Instituto Alana, Ctrl+Z e Plataforma 12, que acionaram o Ministério Público de São Paulo.

O que a campanha da Meta fazia nas escolas?

Equipes contratadas pela empresa chegavam pouco antes da saída dos alunos, promoviam dinâmicas com os estudantes e distribuíam brindes com o logo do Instagram para divulgar a Conta de Adolescente.

Como a Meta se defende?

A empresa diz que a ação foi educativa, não comercial, e que faz parte do seu compromisso com o ECA Digital.

Publicado em 31 de agosto de 2026
GR
Gabriel Rojas
Editor-chefe · Jornalista (MTb) · 10+ anos cobrindo tecnologia

Jornalista de tecnologia há mais de 10 anos, cobriu de startups a grandes lançamentos do Vale do Silício. No ZUTI, lidera a cobertura de IA e espaço.

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