Gemini Spark chega ao Brasil: a IA do Google que trabalha por você mesmo com o computador desligado
O novo agente de IA do Google mexe no Gmail, em documentos e planilhas sozinho, em segundo plano, e já está disponível para assinantes brasileiros dos planos AI Pro e AI Ultra.
O Google trouxe ao Brasil um assistente de IA que não espera você abrir o aplicativo para trabalhar. Batizado de Gemini Spark, ele chegou ao país em 31 de julho e já consegue mexer sozinho no Gmail, no Google Docs e nas Planilhas de quem assina os planos pagos AI Pro ou AI Ultra, segundo o Tecnoblog. A diferença em relação aos assistentes de IA mais comuns é justamente essa: ele continua rodando em segundo plano mesmo depois que você fecha o notebook ou trava a tela do celular.
Isso é possível porque o Spark não depende do seu aparelho para funcionar. Ele roda na própria infraestrutura de nuvem do Google, o que significa que a tarefa continua sendo executada ali, nos servidores da empresa, e não no seu computador. Na prática, o usuário pode pedir para o assistente organizar uma caixa de entrada lotada, acompanhar a chegada de e-mails de reservas de viagem e já lançar os dados numa planilha, ou vasculhar a internet atrás de informações específicas, tudo sem precisar deixar nenhum programa aberto esperando resposta.
O funcionamento por trás disso usa uma versão do Gemini adaptada para tarefas mais longas e sequenciais, em vez do modelo pensado para responder perguntas pontuais em segundos. Isso é o que permite ao Spark manter o fio de uma tarefa por horas, ou repeti-la todos os dias sem que o usuário precise pedir de novo, como buscar eventos interessantes toda sexta-feira e já deixá-los anotados num documento. O Google afirma que o assistente pede confirmação antes de agir em situações consideradas importantes, um freio pensado para evitar que ele tome decisões sensíveis, como enviar um e-mail ou fazer uma compra, sem que o usuário veja antes.
Por enquanto, a novidade é reservada a quem paga por ela. O acesso inicial vale só para assinantes do AI Pro, que custa R$ 96,99 por mês, e do AI Ultra, o plano mais caro do Google no Brasil, vendido por R$ 779,90 mensais. A liberação é gradual, o que sugere que o Google ainda está testando como o recurso se comporta com um volume maior de usuários antes de abrir para planos mais baratos ou para a versão gratuita do Gemini.
A aposta de transformar assistentes de IA em agentes que executam tarefas sozinhos, em vez de chatbots que só respondem perguntas, já não é exclusiva do Google. Para quem lida com caixa de entrada cheia, planilhas de controle ou pesquisas repetitivas, a promessa é delegar parte desse trabalho manual a um serviço que roda o dia inteiro, mesmo enquanto você faz outra coisa. Fica em aberto quanta autonomia esse tipo de ferramenta deveria ter dentro de contas com informação pessoal e financeira, e como o próprio usuário consegue checar depois o que foi feito em seu nome enquanto estava longe da tela.
Fonte: Tecnoblog
Perguntas frequentes
Quem já pode usar o Gemini Spark no Brasil?
Por enquanto, só quem assina os planos pagos Google AI Pro ou Google AI Ultra tem acesso, com liberação gradual anunciada pelo Google.
O Gemini Spark faz alguma coisa sem eu autorizar?
Ele consulta e organiza informações e prepara ações sozinho em segundo plano, mas o Google diz que pede confirmação do usuário antes de executar tarefas consideradas importantes.
Conteúdo produzido pela redação do ZUTI, com apoio de IA e revisão editorial humana. Saiba mais nos nossos princípios editoriais.

