OpenAI lança GPT-6 Astra: novo modelo acerta 99,9% no teste mais difícil de IA e chega ainda esta semana
A OpenAI apresentou o GPT-6 Astra, seu modelo mais avançado até aqui, com resultados recordes em testes que medem raciocínio inédito e uso de terminal. A liberação para assinantes começa nos próximos dias.
A OpenAI apresentou nesta semana o GPT-6 Astra, seu modelo de inteligência artificial mais avançado até agora, e descreveu o lançamento como um passo decisivo rumo à AGI, a sigla para inteligência artificial geral, o estágio hipotético em que um sistema conseguiria realizar qualquer tarefa intelectual que uma pessoa faz. Segundo informações divulgadas pela própria OpenAI, o novo modelo bateu recordes em uma bateria de testes usada pela indústria para comparar o quanto cada IA realmente raciocina, em vez de apenas repetir padrões que já viu antes.
O resultado que mais chamou atenção veio do ARC-AGI-3, um benchmark conhecido por ser particularmente resistente a truques de memorização, já que avalia a capacidade de resolver problemas inéditos, do tipo que o modelo nunca encontrou durante o treinamento. O Astra pontuou 99,9% nesse teste, um salto enorme diante do Claude Opus 5, da Anthropic, que marcou 30,2%, e do GPT-5.6 Sol, versão anterior da própria OpenAI, que ficou em 7,8%. A diferença é grande o bastante para explicar por que a empresa está tratando esse lançamento como um marco, e não apenas como mais uma atualização de rotina.
Os outros dois testes citados pela OpenAI reforçam a mesma direção. No Agents’ Last Exam, que avalia se um sistema consegue concluir tarefas complexas no computador do jeito que um profissional humano faria, o Astra chegou a 59,3%, à frente do Claude Fable 5 (48,7%) e do GPT-5.6 Sol (53,6%). Já no Terminal-Bench 4.0, um teste que mede a capacidade de resolver problemas usando linha de comando, incluindo tarefas de engenharia de software, o modelo marcou 57,9%, contra 55,8% do Claude Fable 5.1 e 37,3% do GPT-5.6 Sol. Para quem não trabalha com tecnologia, o resumo prático é este: em três medições diferentes de “quão bem a IA se vira sozinha diante de um problema difícil”, o Astra ficou à frente dos concorrentes citados pela OpenAI.
A liberação do modelo será gradual. Nos próximos dias, ele deve chegar para assinantes dos planos Plus, Pro, Business e Enterprise do ChatGPT, além de ficar disponível pela API da OpenAI, o canal usado por empresas e desenvolvedores para conectar o modelo a outros produtos. O preço cobrado pela API é de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída — tokens são as unidades de texto que a IA processa, algo como pedaços de palavras, e servem de base para o cálculo do custo de cada uso.
Vale lembrar que esses números são medições feitas e divulgadas pela própria OpenAI, o que é comum na indústria de IA, mas também é motivo para não tratar cada percentual como verdade absoluta. Benchmarks bons ajudam a comparar modelos de forma mais objetiva, mas não substituem o teste real: como o Astra se comporta no dia a dia, respondendo dúvidas comuns, ajudando com tarefas do trabalho ou errando em situações banais que nenhum benchmark prevê. Isso só a rotina de milhões de usuários vai revelar, nas próximas semanas.
Fonte: OpenAI
Perguntas frequentes
O que é o ARC-AGI-3, o teste que o GPT-6 Astra quase zerou?
É um benchmark desenhado para medir se uma IA consegue resolver problemas que nunca viu antes, em vez de repetir padrões aprendidos durante o treinamento. Por isso é considerado um dos testes mais difíceis de driblar hoje.
Já dá para usar o GPT-6 Astra?
A liberação começa por um grupo limitado de organizações e deve chegar nos próximos dias para todos os assinantes dos planos pagos do ChatGPT e para quem usa a API da OpenAI.
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