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OpenAI confirma que está criando toda uma família de aparelhos, e o ChatGPT quer sair da tela

O presidente da OpenAI, Greg Brockman, confirmou que a empresa trabalha em vários dispositivos de hardware, não apenas um, mas não revelou datas nem formatos.

Uma fileira de objetos futuristas de formatos diferentes, um alto-falante, um pingente e um disco, emitindo luz azul elétrica sobre uma mesa escura, com a palavra OPENAI em letras brancas
Uma fileira de objetos futuristas de formatos diferentes, um alto-falante, um pingente e um disco, emitindo luz azul elétrica sobre uma mesa escura, com a palavra OPENAI em letras brancas

A OpenAI deu mais um passo para confirmar o que já era rumor havia meses: a empresa por trás do ChatGPT não está construindo um único gadget, mas uma linha inteira de dispositivos físicos. Segundo o site The Verge, o presidente da companhia, Greg Brockman, afirmou em entrevista que a OpenAI trabalha numa “família de dispositivos” pensada para tornar a inteligência artificial parte do dia a dia das pessoas fora da tela do computador ou do celular.

Brockman não deu detalhes de formato nem confirmou os rumores que circulam desde o ano passado, como a possibilidade de um alto-falante inteligente para casa ou um aparelho vestível sem tela, no estilo do malfadado AI Pin da Humane. Ele também evitou cravar uma data de lançamento, dizendo apenas que os dispositivos “devem chegar em breve”. A cautela faz sentido: o mercado de hardware para IA colecionou fracassos recentes, com produtos anunciados aos gritos e recebidos com pouco entusiasmo pelo público.

O projeto de hardware da OpenAI ganhou força depois que a empresa trouxe para o time o designer Jony Ive, o britânico que passou décadas na Apple desenhando produtos como o iPhone e o iMac. Ive deixou a Apple há anos para tocar seu próprio estúdio de design, e sua entrada na OpenAI foi lida pelo mercado como sinal de que a empresa levava a sério a ambição de criar aparelhos físicos, não só software. A aposta declarada da dupla Brockman-Ive é de que falar com uma máquina é mais natural do que digitar, o que empurra o projeto na direção de dispositivos pensados para conversa por voz, em vez de telas tradicionais.

Para quem não trabalha com tecnologia, isso importa porque, se a aposta der certo, usar inteligência artificial no dia a dia pode deixar de passar só pelo aplicativo do celular ou pelo site do ChatGPT e ganhar um objeto físico próprio, sempre ligado, sempre ouvindo. É a mesma lógica que levou a Amazon a espalhar caixas de som Alexa pela casa das pessoas, só que agora com um modelo de linguagem mais sofisticado por trás. A corrida da inteligência artificial já não se resume a quem tem o modelo mais esperto; também é disputa por quem consegue colocar esse modelo dentro de um objeto que as pessoas queiram comprar e usar todos os dias.

Vale lembrar que anúncios de hardware “revolucionário” no setor de IA não têm um histórico brilhante até aqui. O AI Pin da Humane, citado como uma das referências do que a OpenAI supostamente evita repetir, foi lançado com alarde e descontinuado pouco depois, sem conquistar o público. Isso não significa que a aposta da OpenAI vá repetir o mesmo caminho, mas explica por que Brockman prefere falar em termos vagos por enquanto, sem prometer prazos que a empresa depois precise cumprir. Por ora, o que fica confirmado é a intenção: a OpenAI quer sair da tela do computador e entrar fisicamente na casa e na rotina de quem usa suas ferramentas, com mais de um produto para isso, ainda sem nome, preço ou data marcados.

Fonte: The Verge

Perguntas frequentes

Que tipo de aparelho a OpenAI vai lançar?

Brockman não deu detalhes de formato. Especulações incluem um alto-falante para ambientes domésticos e um dispositivo vestível sem tela, mas nada foi confirmado oficialmente pela empresa até agora.

Quando esses aparelhos chegam ao mercado?

Não há data oficial. Brockman disse apenas que os dispositivos devem chegar 'em breve', sem compromisso com um mês ou trimestre específico.

Publicado em 31 de julho de 2026
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Rafael Tanaka
Editor de Hardware & Labs · Engenheiro · 8 anos em análise de hardware

Testa GPUs, smartphones e gadgets no ZUTI Labs. Ex-engenheiro, gosta de benchmarks reais e de desmontar o marketing das fabricantes.

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