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Hackers já controlam Macs sem senha graças a falha crítica no macOS, e o alvo é minerar criptomoeda

Uma vulnerabilidade grave no Screen Sharing do macOS permite acesso remoto com privilégios totais sem exigir senha. A Apple já corrigiu, mas quem não atualizou continua exposto.

Um laptop com a palavra macOS na tela, um cadeado rachado brilhando acima dele e ícones de criptomoedas saindo da tela em fios de luz azul
Um laptop com a palavra macOS na tela, um cadeado rachado brilhando acima dele e ícones de criptomoedas saindo da tela em fios de luz azul

Uma falha de segurança séria no macOS está sendo usada por invasores para assumir o controle de computadores da Apple à distância, sem precisar de senha nenhuma. Segundo a Ars Technica, a vulnerabilidade, catalogada como CVE-2026-65400, afeta o Screen Sharing, a ferramenta nativa do sistema que permite acessar um Mac remotamente, e dá a quem a explora privilégios de root, o nível mais alto de acesso que existe numa máquina.

Na prática, root significa que o invasor pode fazer praticamente qualquer coisa no computador da vítima, sem pedir permissão nem deixar aviso na tela. O que chama atenção nesse caso é o uso que os criminosos vêm dando a esse acesso. Em vez de roubar dados ou espionar quem usa a máquina, o foco identificado até agora é instalar mineradores de criptomoeda, programas que ocupam o processador do computador infectado para gerar moeda digital em benefício de quem está por trás do ataque. Quem tem o Mac comprometido sente o aparelho mais lento e mais quente, com a bateria acabando bem mais rápido que o normal, sem entender por quê.

Nem todo Mac ligado à internet corre risco. O ataque só funciona se a porta 5900 estiver exposta, a porta usada pelo protocolo que o Compartilhamento de Tela utiliza para se comunicar. A grande maioria dos usuários domésticos nunca abriu essa porta para fora da própria rede, o que limita a exposição real. Quem está mais vulnerável é gente que configurou acesso remoto ao Mac de forma mais aberta, algo mais comum em empresas, servidores e máquinas usadas para administração à distância.

A Apple já resolveu o problema. As versões mais recentes do macOS Tahoe, Sequoia e Sonoma trazem a correção, e quem mantém o sistema configurado para atualizar sozinho já está protegido. Para conferir manualmente, basta abrir as Preferências do Sistema, ir em Atualização de Software e instalar o que houver disponível. Vale também checar se o Compartilhamento de Tela está ativado sem necessidade; quem não usa a função pode simplesmente desligá-la, o que fecha essa porta de entrada por completo.

Falhas em ferramentas de acesso remoto costumam ser um alvo valioso justamente porque, quando exploradas, entregam o controle total da máquina de uma vez só. O problema costuma ficar invisível até alguém notar um comportamento estranho, como o processador trabalhando sem motivo aparente ou a ventoinha ligada o tempo todo. Se o seu Mac anda barulhento, quente ou lento sem explicação nos últimos dias, vale conferir se há atualização pendente antes de suspeitar de qualquer outra coisa.

Tem uma ironia nisso: o Compartilhamento de Tela existe justamente para dar acesso remoto legítimo a quem administra um Mac à distância. É exatamente esse tipo de recurso, feito para facilitar a vida de quem precisa dele, que vira o alvo preferido quando aparece uma brecha desse tamanho.

Fonte: Ars Technica

Perguntas frequentes

Meu Mac está em risco?

Só se o Compartilhamento de Tela estiver ativado e a porta 5900 exposta à internet, algo incomum em uso doméstico comum. O risco é maior em servidores e máquinas configuradas para acesso remoto administrativo.

O que fazer para me proteger?

Atualize o macOS para a versão mais recente do seu sistema (Tahoe, Sequoia ou Sonoma) e desative o Compartilhamento de Tela se você não usa a função.

Publicado em 17 de agosto de 2026
GR
Gabriel Rojas
Editor-chefe · Jornalista (MTb) · 10+ anos cobrindo tecnologia

Jornalista de tecnologia há mais de 10 anos, cobriu de startups a grandes lançamentos do Vale do Silício. No ZUTI, lidera a cobertura de IA e espaço.

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